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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o mais bonito que já vi..


Queridos amigos,
Estive no Rio de Janeiro no final do mês de janeiro e para além de muitas outras coisas que vi e adorei, o Jardim Botânico estava na minha lista de prioridades. Já tinha ouvido falar muito do Jardim Botânico,  pela minha avó, mãe e tia que o visitavam muito quando viviam no Rio, fazia aliás parte das suas atividades regulares, irem brincar e fazer piqueniques neste jardim. Profissionalmente muita gente me falava deste jardim como uma "jóia" a não perder. Ia com as expectativas muito elevadas, não fui defraudada..excedeu todas as minhas expectativas, é lindo, maravilhoso !! Estava um dia de calor ( 36 graus feels like 42) e no jardim sentia-se a frescura dos seus 130 ha de vegetação maravilhosa. 

Aconselho a toda a gente que por alguma razão vá ao Rio deJaneiro a tirar uma tarde para visitar o jardim ( digo tarde pois no dia que eu fui só abriu às 12.00).
É maravilhoso passear nas suas alamedas, ver a coleção de plantas, os animais ( macacos, aves que nos acompanham com o seu canto e insetos de toda a espécie), observar a natureza no seu estado puro, tem ainda o grande mérito de estar muito bem mantido o que dá imenso gosto a quem passeia.

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro  foi fundado em 13 de junho de 1808 pelo príncipe regente português D. João que decidiu  instalar no local uma fábrica de pólvora e um jardim para aclimatação de espécies vegetais originárias de outras partes do mundo. Hoje o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro  constitui-se como um dos mais importantes centros de pesquisa mundiais nas áreas de botânica e conservação da biodiversidade.

Um verdadeiro santuário ecológico. Assim pode ser definido o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um dos dez mais importantes do mundo, que abrigar as mais raras espécies de plantas da flora brasileira e de outros países.

A exuberância da natureza toma conta do visitante que, deslumbrado pelo colorido e a variedade da flora, entre os cerca de 8200 exemplares da coleção viva do jardim, as atrações ficam por conta de palmeiras imperiais e espécies em extinção, como o pau-brasil, o aracá amarelo e o pau mulato, os canteiros medicinais e os jardins japonenes, sensorial e rotário.


Em perfeita harmonia com o parque, um rico patrimônio histórico e cultural marca presença no Jardim. Edificações históricas e monumentos com obras que datam dos séculos XVI ao XIX contam um pouco da história da região. Lá se encontra a antiga Fábrica de Pólvora construída por D. João VI, a Casa dos Pilões, a Casa dos Cedros, o antigo portal da Academia de Belas Artes e o Solar da Imperatriz. 

 Pela sua importância histórica, cultural, científica e paisagista, ele também foi reconhecido internacionalmente como um Museu Vivo na área da Botânica e definido pela Unesco como uma das reservas da biosfera. Nos seus 194 anos de vida é um exemplo de continuidade no que diz respeito à sua missão, como área voltada para a pesquisa botânica, e conservação das coleções.
A entrada do jardim
O jardim de aromas e sensorial
O jardim dos catos

Os seis lagos do Jardim são visita obrigatória, que abrigam belíssimas espécies de Vitorias amazonica,  lótus, papirus e água-pé. 


A beleza dos caminhos cheios de vegetação

As palmeiras

O orquidário, é um espetáculo à parte. Seus três mil exemplares de 600 espécies diferentes deixam qualquer um sensibilizado pela sua rara beleza. 


Outras atrações são o bromeliário, com cerca de 1700 bromélias de diversas formações



Fiquei absolutamente fascinada com esta árvore no dia em que cheguei e que a vi no Leblon num jardim, depois descobri o nome no Jardim Botânico abricó-de-macaco !!
(estas duas fotografias são no Leblon e as outras do Jardim Botânico)



Mais palmeiras maravilhosas
A árvore do viajante que é linda 
A impressionante alameda das palmeiras imperiais


Aqui estou eu, feliz mas a morrer de calor !!!

Espero que tenham gostado !
Obrigado pela visita
até breve
Teresa

Imagens: TC

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Parceria Luso-Brasileira de blogues de jardinagem !

Queridos amigos,
Para começar uma nova semana e um novo mês, nada como um novo projeto e neste caso uma nova parceria Luso-Brasileira. Tive recentemente um convite simpático do Arquitecto Paisagista Raul Cânovas para escrever regularmente para o seu blogue no Brasil vejam aqui JARDIM COR, O Raul é uma referencia do paisagismo no Brasil e é uma grande honra tê-lo aqui !
Para iniciar esta parceria pedi-lhe para escrever um primeiro artigo. Eu vou enviar o meu primeiro artigo esta semana, depois partilho aqui o link.

Agora escreve o Raul ! espero que gostem e até breve !


JARDINEIROS LUSITANOS E BRASILEIROS

Vivemos em hemisférios diferentes, vocês no Norte e nós, aqui no Brasil, no Sul. Uma divisão planetária definida por uma simples linha geográfica: o Equador. Por estas bandas, daqui umas semanas, chegará o verão e, na Europa toda, espera-se a estação mais fria do ano.

Contemplaremos paisagens opostas. Enquanto os portugueses admiram as últimas flores dos gerânios e dos ranúnculos amarelos, os brasileiros apreciam os jacarandás, disputando com o céu, o azul mais azul, e com os lírios brancos, rosas e alaranjados, salpicando canteiros muito floridos.

Mas afinal, somos tão diferentes? Ou apenas esses quadros bucólicos caracterizam nosso olhar? Sim, porque nesta época os bosques lusitanos se vestem com tons de amarelos, laranjas e vermelhos, graças à metamorfose dos liquidâmbares e dos áceres, enquanto as castanheiras abrem seus ouriços, mostrando com orgulho suas castanhas. Nestas terras tupiniquins, ao contrário, as folhas das árvores ficam verdinhas com os calores de final de ano e os abacaxis – sempre tão excêntricos – adoçam, junto com as mangas, um povo sempre alegre.

O que nos iguala é a maneira de usar nossas ferramentas de jardineiro, não importa se vocês agora podam as roseiras, enquanto por aqui incentivamos seus botões para desabrocharem. O importante é que algo além do idioma nos iguala, algo que está no âmago de todos nós e nos une no afã de ajudar o mundo a ser tão florido e perfumado, utilizando nossos rastelos e tesouras, como era o mundo dos nossos avôs.

Biografia do Raul

Raul Cânovas, argentino de Buenos Aires, é paisagista, escritor, professor e palestrante. Segue uma tradição familiar de jardineiros e paisagistas de mais de 100 anos. Contemplado com o 1º Premio na II Exposição Hortícola Internacional de 1966, veio ao Brasil em 1970, onde projetou quase 3.000 jardins. Autor de dois livros: “Um Jardim Para Sempre” e “O Jardim Como Remédio”, edita o blog www.jardimcor.com


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Especial Brasil..plantas para usar na cidade

Queridos amigos, 
Fui contactada pela empresa TECNISA que se ofereceu para fazer este artigo especialmente para os meus leitores do Brasil (que são muitos o que agradeço)
Acredito que pode ser útil para quem tem um jardim, varanda ou terraço na cidade ou que quer apenas ter plantas dentro de casa.
Aqui fica e espero que gostem !
Até breve
Teresa Chambel


Plantas para cidade grande: melhores espécies
Este artigo foi produzido pela equipe Tecnisa especialmente para Um Jardim para Cuidar

Viver na cidade grande ou em apartamentos apertados pode se tornar um grande desafio para os fãs de natureza. Exatamente por isso, organizar um cantinho especial para as plantas pode ser bastante útil, além de vantajoso para o imóvel, que fica mais verde e, consequentemente, mais acolhedor.

O primeiro passo é escolher um lugar no apartamento que esteja disponível a se tornar o jardim, seja ele pequeno, médio ou grande. O mais importante é a qualidade de vida das plantas e das pessoas que ali vivem.

Em seguida, vale lembrar que determinadas espécies são mais propícias a ambientes fechados, não apenas por serem mais resistentes a eles, como também por oferecem maiores vantagens a quem as cultiva. A incidência do sol sobre o local escolhido e a ação dos ventos também influenciam na escolha da planta, uma vez que cada uma possui necessidades diferenciadas em relação a tais fatores.

Nesse sentido, para locais onde há meia-sombra, ou seja, onde a luz solar não toma conta do lugar ou apenas o ilumina em uma parte do dia, as espécies mais indicadas são a pata-de-elefante, asplênio, palmeira-ráfis e pândano espiral.
Em lugares com bastante sol, é possível optar por espécies frutíferas, como as pequenas jabuticabeiras, ou ainda as mais verdes, como a palmeira fênix e a moreia bicolor. Já na sombra, as plantas que se dão melhor são a bromélia de sombra e palmeira-ráfis.


Se a ideia de cultivar plantinhas em casa é melhorar as condições do ar, então nada melhor do que as azaleias, bromélias, gérberas, begônias, crisântemos e cactos.

A azaleia vive bem em banheiros e cozinhas, enquanto a bromélia, que precisa apenas de luz indireta, também combina melhor com a cozinha, pois filtra a fumaça. Para barrar o excesso de ondas eletromagnéticas, os cactos são os mais indicados. Já s gérbera, a begônia e o crisântemo são os melhores amigos de casas onde moram fumantes, já que as três atuam com eficiência contra a fumaça de cigarro.

Ou seja, além de decorar o ambiente com um cantinho verde, existe ainda a possibilidade de melhorar a qualidade de vida, seja com um mini jardim na varanda do apartamento, uma pequena horta perto da cozinha ou uma flor no banheiro. As possibilidades são muitas, basta usar a criatividade e respeitar as condições específicas de cada planta.

Crédito da imagem: Cena Viva